O que fizeram com a vida – por Lizaldo Vieira
De homens
Mulheres
Meninos
Meninas
Insetos
Da água
Do solo
Do ar
E plantas biodiversas
ANIMAIS
Quem diluiu
Ao pó
Ao nada
Num só boom
Atômico
Sem um até breve
Uma boa noite
Nem mesmo um grito
Ou sorriso silencioso
Não se viu
UM ate mais
Longo estrondo
Doido
Tonto
Zonzo
Longo sono
Interrompeu a marcha da aurora
Puniu a história
De Hiroshima
Nagasak
Por bombas tantas
Bombas tontas
Bombas bestiais
Assassinas
Insanas e tiranas
Miséria atômica
Que mata
Atinge
Velha
E antigas civilizações
Tingiram os céus de holocaustico
E com sombra emmudecedoura
Mudaram o ritual vital
Puniram inocentes
Ignoraram a gente
Da gente
Que vivia a sorrir
Com novo e belo por vir
Mataram mais de 250.000
Inocentes
Pobres
Ricos
Indiferentes
Num boom
Nojento
Num zoom ardiloso
De fumaça quente
No ar
Destrocara sem piedade
O que não serve pra comer
Triste sinistro
Fantástico horror
Chernobyl
Goiânia césio 137
É esse pavor
Que não quero
De novo
Nunca mais recordar
terça-feira, 18 de maio de 2010
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