A incrível fraqueza – Por Lizaldo Vieira
Do ser
Gente
Inteligente
Conseqüente
Prudente
Imprudente
Nada mais belo
Lindo
Só o obscuro das incertezas
Incomoda-nos
Como o breve vento
De um barco devagar
A vagar
Nas ondas das ilusões
Remando em auto mar
Puxado a vela
Singrando águas turvas
Turbulentas
Sem miragem certa
Na linha do horizonte
Na dureza do escuro
O futuro se esconde
Não sabe onde
Conhecer porto seguro
Navegar é preciso
Porque não andar
É não ter rumo,
Não ter prumo
Não ser quimera
Não sonhar
É não ser vida
É não ser bicho solto
Nem vento louco
Pro cavalo á lado
É não ser louco
Nem ter lucidez
Nem ter de tudo um pouco
Nem ser menino sonhador
Com historias de mamas
Que lhes tragam acalanto
No regaço da cama vazia
De amor
Às vezes
No mundo de nossos Guetos
Deixamos de assumimos os medos
Escondemos noutras faces
Os fracassos
Pois o que mais queremos é ser
Apenas nós mesmos
Esse misto poético
De fraqueza
Medos
E segredos
terça-feira, 18 de maio de 2010
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