sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Impunidade no crime ambiental e especulação imobiaria em Aracaju

Falta de Plano Diretor e política de meio ambiente e urbanismo
Tornam o meio ambiente presa fácil para a especulação imobiliária em Aracaju
Uma das maiores preocupações da comunidade ambientalista de Aracaju é a falta de políticas públicas voltadas para a preservação do meio ambiente e de um plano Diretor para a cidade. O que temos visto nos últimos tempos é o desinteresse de representantes políticos sobre a questão. Em toda a capital Sergipana esse descaso está favorecendo a instalação de empreendimentos imobiliários que degradam a natureza e intimidam comunidades tradicionais e comunidades carentes das regiões. Fatos como este se repetem em grande parte do território da grande Aracaju, e infelizmente, algumas áreas em que a mata atlântica, rios,manguezais e praias ainda resistes, mesmo assim, não estão livres dessa triste realidade. A exigência e a cobrança de políticas públicas e aplicação de um plano diretor e fiscalização são os meios mais eficazes para que o que ainda nos resta da fauna e da flora continue em nosso convívio. Nesse contexto, os ambientalistas e a população têm função primordial, a de despertar a sociedade para a manifestação de seus direitos. Embora, esse trabalho seja árduo e muitas vezes desgastante, os ambientalistas não se abatem e seguem nesse caminho incansavelmente pelo bem da vida. Já vimos, muitas vezes, cobranças resultarem em ações positivas para o meio ambiente e para as comunidades locais. É seguindo esses exemplos que não devemos deixar de trabalhar pela conservação ambiental e lutar contra quem destrói a qualidade de vida do nosso povo.
Falta de plano diretor r políticas públicas de meio ambiente incentiva avanço da especulação imobiliária
Fazendo demorar a punição das irregularidades em áreas de preservação, deixando evidenciar a sensação de injustiça e impunidade

sábado, 1 de agosto de 2009

Vida do Mato

V i d a d o m a t o – por- Lizaldo Viera
Vida alegria
Vida cheirosa
Vida bonita
Vida gostosa
Vida verdade
Feito gato sapato
Vida do mato
Quantas vezes queremos gritar
Falar coisas bobas
Naturais
Da realidade nua e crua
Que só a natureza se permite ouvir
O que a rua não sabe mais
O salutar respirar ar puro
Limpar os pulmões
Encher de oxigênio desengarrafado
Coisa já tão difícil
No mundo globalizado
Que tal beber água fria na bica
Espanando o mato com a mão
Sentir o cheiro de terra fria
Ver bicho solto
Preá e raposa em disparada
Macaco saltitando de galho em galho
Feito louco
Pássaro engenhando o ninho
Esperando a primavera
Quem dera
Ainda escutar a sinfonia da mata
Curtir o balé de galhos e flores com
Com a mais pura irmanada dos primatas
Quisera
Ainda ouvir o tagarelar da cachoeira
Saltitando fagueira
Entre espumas de cristais
Ah! Que sonho bom
De um brasileiro
Mas quando ilusão
Agora sinto que estou acordado
Mirando o tempo cinzento
Inalando cheiro de assalto queimado
Cercado pela selva de pedra
E espumando carbono
Por todos os lados