Falta de Plano Diretor e política de meio ambiente e urbanismo
Tornam o meio ambiente presa fácil para a especulação imobiliária em Aracaju
Uma das maiores preocupações da comunidade ambientalista de Aracaju é a falta de políticas públicas voltadas para a preservação do meio ambiente e de um plano Diretor para a cidade. O que temos visto nos últimos tempos é o desinteresse de representantes políticos sobre a questão. Em toda a capital Sergipana esse descaso está favorecendo a instalação de empreendimentos imobiliários que degradam a natureza e intimidam comunidades tradicionais e comunidades carentes das regiões. Fatos como este se repetem em grande parte do território da grande Aracaju, e infelizmente, algumas áreas em que a mata atlântica, rios,manguezais e praias ainda resistes, mesmo assim, não estão livres dessa triste realidade. A exigência e a cobrança de políticas públicas e aplicação de um plano diretor e fiscalização são os meios mais eficazes para que o que ainda nos resta da fauna e da flora continue em nosso convívio. Nesse contexto, os ambientalistas e a população têm função primordial, a de despertar a sociedade para a manifestação de seus direitos. Embora, esse trabalho seja árduo e muitas vezes desgastante, os ambientalistas não se abatem e seguem nesse caminho incansavelmente pelo bem da vida. Já vimos, muitas vezes, cobranças resultarem em ações positivas para o meio ambiente e para as comunidades locais. É seguindo esses exemplos que não devemos deixar de trabalhar pela conservação ambiental e lutar contra quem destrói a qualidade de vida do nosso povo.
Falta de plano diretor r políticas públicas de meio ambiente incentiva avanço da especulação imobiliária
Fazendo demorar a punição das irregularidades em áreas de preservação, deixando evidenciar a sensação de injustiça e impunidade
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
Vida do Mato
V i d a d o m a t o – por- Lizaldo Viera
Vida alegria
Vida cheirosa
Vida bonita
Vida gostosa
Vida verdade
Feito gato sapato
Vida do mato
Quantas vezes queremos gritar
Falar coisas bobas
Naturais
Da realidade nua e crua
Que só a natureza se permite ouvir
O que a rua não sabe mais
O salutar respirar ar puro
Limpar os pulmões
Encher de oxigênio desengarrafado
Coisa já tão difícil
No mundo globalizado
Que tal beber água fria na bica
Espanando o mato com a mão
Sentir o cheiro de terra fria
Ver bicho solto
Preá e raposa em disparada
Macaco saltitando de galho em galho
Feito louco
Pássaro engenhando o ninho
Esperando a primavera
Quem dera
Ainda escutar a sinfonia da mata
Curtir o balé de galhos e flores com
Com a mais pura irmanada dos primatas
Quisera
Ainda ouvir o tagarelar da cachoeira
Saltitando fagueira
Entre espumas de cristais
Ah! Que sonho bom
De um brasileiro
Mas quando ilusão
Agora sinto que estou acordado
Mirando o tempo cinzento
Inalando cheiro de assalto queimado
Cercado pela selva de pedra
E espumando carbono
Por todos os lados
Vida alegria
Vida cheirosa
Vida bonita
Vida gostosa
Vida verdade
Feito gato sapato
Vida do mato
Quantas vezes queremos gritar
Falar coisas bobas
Naturais
Da realidade nua e crua
Que só a natureza se permite ouvir
O que a rua não sabe mais
O salutar respirar ar puro
Limpar os pulmões
Encher de oxigênio desengarrafado
Coisa já tão difícil
No mundo globalizado
Que tal beber água fria na bica
Espanando o mato com a mão
Sentir o cheiro de terra fria
Ver bicho solto
Preá e raposa em disparada
Macaco saltitando de galho em galho
Feito louco
Pássaro engenhando o ninho
Esperando a primavera
Quem dera
Ainda escutar a sinfonia da mata
Curtir o balé de galhos e flores com
Com a mais pura irmanada dos primatas
Quisera
Ainda ouvir o tagarelar da cachoeira
Saltitando fagueira
Entre espumas de cristais
Ah! Que sonho bom
De um brasileiro
Mas quando ilusão
Agora sinto que estou acordado
Mirando o tempo cinzento
Inalando cheiro de assalto queimado
Cercado pela selva de pedra
E espumando carbono
Por todos os lados
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