sexta-feira, 13 de junho de 2008

Irônica paz! Lizaldo Vieira
Onde encontrar mais !
Quando sumir da razão de nossas atitudes.?.
Onde há mais paz!
Na matinha que nos espia desconfiada?
No rio ou açude que nos banha todo dia?
No cheiro da terra molhada
Na relva e na selva ainda preservada.
No sopro de vida esparramado na terra
No ar sem raro efeito
No meio ambiente
Ou na gente?
Em tudo que é a bela obra da natureza
Em qualquer que seja a arte
Da esfera mãe ela está..
Mas há algum tempo
Algo de diferente
Borrou a barra ..
Melou o mar
Sujou a casa
Respingou no ar que respiro
Ofuscou a barra que miro
Gritam os animais
Por paz
Que não acham mais
O éden já não ta mais aqui
A mata ficou queimada
O céu está cinzento
Os dias estão suados
Eu não agüento
A biosfera estragada
A água de beber poluída
Estão matando a pulsação da vida
Por dinheiro
por nada...
Chama-nos à tenção essa realidade
De devastação e podridão impiedosas
De rios poluídos
De milhões de anos de biodiversidade perdidos
Em nossas manhãs já não sentimos
Aromas de rosas
Só sinto cheiro de carbono e metano
A natureza que era pura
Que era bela
Agora se desespera
E nos pede prova
De piedade e amor..
Clemência para com ela.
A vida está enferma no hospital de nossas consciências
Esperando o leito salvador das atitudes e providências
Que dêem uma chance á esperança
Antes da fatalidade
E dever salvarmos a nos mesmos
Salvando nossa mãe gaia
De nossas estranhezas e insensibilidades

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